Os Modelos da Ação Pastoral e os critérios são ferramentas que nos ajudam a compreender a realidade. No entanto todos sabemos que não existem respostas completas, há sempre algo mais por descobrir. Tendo em conta a sua origem (Cristo), a sua meta (Reino) e o local onde ocorre (Mundo), Júlio Ramos, em Teologia Pastoral (2006), apresenta-nos nove critérios que nos ajudam a identificar uma Ação Pastoral. Para que esta seja Pastoral tem que evidenciar em simultâneo esses nove critérios.
A seguinte tabela estabelece a articulação existente entre os diferentes modelos e os critérios:
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Modelo
Tradicional
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Modelo
Comunitário
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Modelo
Evangelizador
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Modelo
Libertador
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Critérios
da continuação da Ação de Cristo
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Teândrico
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- A
ação divina é vista como a sociedade perfeita para encaminhar a ação humana,
dando continuação à missão de Cristo.
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- A ação
divina deve misturar-se com a ação comunitária, tal como Cristo com as duas
naturezas.
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- A
ação deve valorizar a Palavra de Deus para que a mesma possibilite a mistura
da ação humana com a divina.
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- Fazer
com que a ação pastoral da Igreja leve realmente ao encontro do homem e do
mundo com Deus.
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Sacramental
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- A
ação pastoral é salvadora porque nela a vida nova e a salvação se faz carne
na nossa história.
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Toda a ação Pastoral está ao serviço da comunhão com Deus e com os homens e
destes entre si.
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- A
ação deve mostrar o caminho sacramental da salvação divina.
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- A
ação pastoral carateriza-se pela sua eficácia no mundo, com o objetivo final
da salvação.
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Conversão
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- A
Liturgia deve valorizar o sacramento da penitência.
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- A
comunidade deve ser constantemente apelada à conversão para se configurar
cada vez mais perfeita com o Senhor.
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- A
evangelização deve proporcionar a transformação profunda no coração dos
crentes.
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- Só
a ação que possibilita os indivíduos e as instituições a serem mais conformes
ao projeto de Deus.
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Critérios
da Meta da Ação Pastoral - Reino
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Historicidade
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-
Ter consciência da história é importante para o caminhar em Igreja.
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- A
história é importante para que a comunidade também cresça e para que se possa
saber onde se pode intervir e melhorar.
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- A ação
evangelizadora deve ter em conta um passado, um presente e um futuro, sempre
em saudável tensão com o que é o Reino.
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- A
ação pastoral é sempre marcada pelo dinamismo da história e o ser peregrino é
uma dimensão fundamental do ser Igreja.
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Sinais
dos Tempos
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Deve haver uma postura crítica contante.
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- É
necessário fazer um escrutínio da comunidade em questão tomando uma atitude
de sentinela.
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-A
ação deve discernir qual a melhor evangelização mediante o mundo atual.
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- A
ação deve estar atenta às necessidades do mundo atual.
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Universalidade
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- A
Igreja é convidada a criar condições para que aqueles que a acolhem possam
ser santificados.
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- A
ação da Igreja deve abrir-se e incorporar todos os membros da comunidade,
mediante a universalidade da salvação.
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Aspeto qualitativo: tornar todos os seus membros verdadeiros agentes
pastorais.
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Aspeto quantitativo: levar a salvação a todos.
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Critérios
do Mundo (onde acontece a Ação)
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Diálogo
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- A
Igreja deve ser mediadora de Cristo pela sua capacidade de dialogar.
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Deve proporcionar o diálogo da comunidade entre si e com Deus.
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- Pela
capacidade de diálogo é compreendida pelos homens de hoje a linguagem da fé,
anteriormente e agora revelada.
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- A
linguagem da fé é revelada na capacidade de diálogo.
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Encarnação
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Partindo da Liturgia Eucarística enceta-se ao diálogo para que a linguagem
das parábolas se torne atual e mais fácil de ser entendida.
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Em contacto com a diversidade da comunidade deve produzir cultura evangélica.
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O Evangelho em diálogo com a cultura deve produzir cultura cristã.
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Produção de cultura evangélica através da caridade.
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Missão
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-A
Igreja, sob a ação do Espírito Santo deve evangelizar.
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- A
evangelização deve ter como fim a unidade e comunhão da Igreja.
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A ação deve continuar o que Jesus veio fazer: a evangelização de todos os
povos.
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A ação é transparecer na caridade a continuação da missão de Cristo.
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Interessante articulação entre os modelos e os critérios!
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